Endometriose de parede abdominal

Hoje vamos aproveitar uma recente publicação da Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetricia  (RBGO) para falar sobre endometriose de parede abdominal.

O artigo publicado na revista médica científica RBGO em Agosto de 2017 por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas ( UNICAMP ).

A pesquisa  foi realizada na Universidade Estadual de Campinas no período de 2004 a 2014.  O objetivo da pesquisa foi determinar as características clinicas e epidemiológicas da endometriose de parede abdominal, assim como a taxa de recorrência e fatores que levam a ela.

Os principais resultados desta pesquisa foram a idade média das pacientes com endometriose de parede abdominal de 30,7  anos , principal manifestação clinica apresentada pelas pacientes era dor (98%) , a principal localização foi a região da cicatriz da cesárea (65%) e a taxa de recorrência foi de 26,9%.

Primeiro nós gostaríamos de parabenizar os pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) pela pesquisa realizada .

Estamos utilizando esse artigo como a referência que nos estimulou a falar sobre a endometriose de parede abdominal.

Este tipo de endometriose ocorre em mulheres jovens em média de 30 anos segundo a literatura médica e tem relação com a realização de procedimentos cirúrgicos mais frequentemente a cesáreas.

O principal sintoma relatado pelas pacientes é a dor na região de cicatriz da cesárea , geralmente mais intensa durante o período menstrual .

O principal achado de exame clinico é a presença de nodulações no local onde a paciente refere a dor .

O principal exame utilizado durante a investigação de endometriose de parede abdominal é a ultrassonografia , porem a confirmação ocorre somente através da biopsia.

O tratamento clinico com analgésicos, anti inflamatórios não hormonais e contraceptivos orais auxilia na melhora dos sintomas algicos , porem muitas vezes é necessária a exerese cirúrgica.

Durante o procedimento cirúrgico é importante a realização da retirada completa da área comprometida para evitar recidivas.

Atenção :

Os textos contidos neste blog tem caráter apenas informativo , quaisquer  sinais e sintomas a paciente deve procurar o médico especialista .

O artigo publicado pelos pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetricia (RBGO) em Agosto de 2017 esta disponível para consulta no site da FEBRASGO (Associação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetricia) www.febrasgo.org.br .

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